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:: Quarta-feira, Janeiro 19, 2005 ::
"O destino de nossa espécie é determinado pelos imperativos da sobrevivência em seis escalas de tempos diferentes. Sobreviver significa competir com sucesso nestas seis escalas. Numa escala de tempo de anos, a unidade é o indivíduo. Numa escala de décadas, a unidade é a família. Numa escala de séculos, a unidade é a tribo ou a nação. Numa escala de milênios, a unidade é a cultura. Numa escala de tempo de dezenas de milênios, a unidade é a espécie. Numa escala de éons, a unidade é toda a teia de vida de nosso planeta. Cada ser humano é produto da adaptação às exigências dessas seis escalas. Por isso, há lealdades conflitantes profundamente enraizadas em nossa natureza. Para sobreviver, o homem tem sido leal a si mesmo, à família, à tribo, à cultura, à espécie e ao planeta. Se nossos impulsos são complicados é porque foram determinados por exigências complicadas e conflitantes."
"O conflito central de nossa natureza é a luta entre o indivíduo egoísta e o grupo. A natureza nos deu a cobiça, um desejo robusto de maximizar nossos ganhos individuais. Sem cobiça não teríamos sobrevivido no nível individual. Mas a natureza nos deu também o amor em suas muitas variedades, o amor de esposa, marido e filhos, para nos ajudar a sobreviver em nível familiar, o amor dos amigos, para nos ajudar a sobreviver em nível tribal, o amor à conversa para nos ajudar a sobreviver em nível cultural, o amor às pessoas em geral para nos ajudar a sobreviver em nível da espécie e o amor à natureza para nos ajudar a sobreviver em nível planetário. Os seres humanos não podem ser humanos sem uma dotação generosa de cobiça e amor."
Freeman Dyson, na obra "De Eros a Gaia"
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Há tempos o amor é presente nesse blog. Seja ele em forma de amizade, de olhares, frases e pensamentos. Se nivelado, realmente torna proporções certas vezes equivocadas. E outras vezes compreendidas por um simples gesto. O bom mesmo é sentir ele por perto. Num sorriso, num olhar, numa mudança de atitude que nos leva à busca do equilíbrio e da harmonia. E que nos faz ficar estáticos mesmo com o mundo inteiro rodando em volta e tentando te levar junto. Momentos de reflexão são essenciais e nos fazem parar, mesmo que não queiramos. Mudanças causam medo, ansiedade e angústia. Mas o fato de pensá-las já faz com que alguma coisa mude. Podemos não perceber, podemos não demonstrar. O momento não é propício e não nos permite falar certas coisas. Talvez nunca possamos dizê-las apesar de estarem presentes há muito tempo. Um dia quem sabe os pensamentos se encontram numa esquina qualquer. Num olhar perdido. Ou no dia esperado.
:: 7:57 PM ::
escreve algumas linhas aê:
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